Terminal Hidroviário faz três anos oferecendo serviço modelo

Conforto, segurança e uma gama de serviços fazem do Terminal Hidroviário do Porto de Belém, Luiz Rebelo Neto, um modelo para o país. Em três anos de operação, mais de 1,5 milhão de passageiros já passaram pelo espaço, que foi inaugurado no dia 23 de maio de 2014 com a missão de aprimorar os serviços oferecidos à população no transporte fluvial. Hoje operando com sete companhias de navegação e 18 diferentes destinos, o terminal se firma como o mais completo da categoria no Brasil. Uma maneira prática e segura de viajar pelos rios da Amazônia sem pagar nada mais por isso.

“Trabalhamos seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade e segurança para oferecer ao usuário o melhor serviço. Apenas embarcações licenciadas pela Capitania dos Portos atracam no porto. Além disso, temos uma equipe altamente capacitada para atender os passageiros, que atestam a qualidade do terminal”, diz o gerente geral do Terminal Hidroviário de Belém, Adriano Trindade. “Outro fator que agrada é a pontualidade. Salvos os imprevistos que existem pela natureza do transporte hidroviário, sujeito ao clima e condições de maré, as viagens são sempre pontuais”, completa.

O salto de qualidade para o padrão internacional tem feito a frequência no terminal crescer a cada ano. Em 2014, quando foi inaugurado, o local recebeu a média mensal de 37 mil passageiros; em 2015, foram 45 mil por mês e, ano passado, 47 mil passageiros mensais. Este ano, até abril, já foram 40 mil passageiros a cada mês de operação, aumento de 15,2% em relação ao mesmo período de 2016 e de 8% em relação ao mês anterior. De 296 mil passageiros em 2014, o volume cresceu para 563 mil em 2016, com um detalhe importante: ao oferecer a venda de passagem em guichês próprios, as empresas conseguem oferecer mais qualidade ao usuário, que deixa de comprar de cambistas. “A venda de bilhetes está disponível no próprio terminal, o que dá ao passageiro mais segurança na hora de viajar”, pontua o gerente geral.

Qualidade  - A satisfação de poder usar um equipamento desta qualidade é grande para a aposentada Suzana Maria da Costa, 67 anos. Frequentadora assídua do terminal, ela diz que o conforto e a segurança são impecáveis. Também chamam a atenção da usuária a limpeza do espaço e o número de lojas disponíveis. “Viajo toda semana para o Marajó, e sempre venho por aqui, porque tudo é muito bom, inclusive o atendimento. Só acho que as embarcações poderiam ser melhores, mas, de forma geral, adoro esperar pela viagem aqui no terminal”, ressalvou.

Para o pescador João de Barros, 54, o Terminal Hidroviário é o maior ganho que os usuários do transporte fluvial do Estado tiveram nos últimos anos. “Sempre que preciso vir à capital paraense faço questão de desembarcar aqui. E quando volto ao meu destino, é a mesma coisa. Fico tranquilo porque sei que não vou sofrer nenhum acidente nos rios da Amazônia”, diz ele, que mora em Manaus (AM).

Quem trabalha no terminal também reconhece o capricho das instalações. A comerciante Ângela Barros Silva, dona da revistaria que funciona no espaço, está no local desde o começo das operações, em 2014. A intensa movimentação de pessoas assegura boas vendas e a possibilidade de pensar, inclusive, na expansão do negócio, oferecendo uma variedade de produtos, de jornais a pequenos brinquedos. “Outro atrativo é essa vista. Trabalhar olhando essa paisagem todo dia tira o estresse de qualquer um”, diz ela, se referindo à Baía do Guajará.

Dona do restaurante Sabor Menina Morena, que funciona no terminal, a empresária Rosilene Costa comemora os resultados alcançados. Hoje ela serve cerca de 80 refeições por dia, a preços que variam de R$ 12 a R$ 20. O preço convidativo e o cardápio variado (com peixes da região e açaí na tigela, por exemplo), aliados ao conforto do espaço, atraem, inclusive, clientes de fora do terminal. “Algumas pessoas sabem que comer aqui é bom e barato e vêm atrás dessa facilidade”, conta ela, que abriu o negócio assim que o terminal começou a operar. “Zelamos muito por esse espaço, que é diferenciado em Belém. Não deixo, por exemplo, ninguém depredar ou sujar o ambiente”.

Infraestrutura - Funcionando em área de 4,8 mil metros quadrados, no galpão 9 da Companhia do Docas do Pará (CDP), o Terminal Hidroviário de Belém foi construído com recursos de R$ 19 milhões, cofinanciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O espaço é mantido pela Companhia de Portos e Hidrovias (CPH), do Governo do Estado. Empresas contratadas por licitação fazem os serviços de conservação e limpeza, manutenção predial, climatização e dedetização.

Com ambiente totalmente climatizado, o terminal opera hoje com a capacidade de 2,4 mil passageiros simultâneos (dois quais 519 sentados, nas salas de espera, embarque e desembarque), que têm à disposição 52 carrinhos de bagagem, 92 guarda-volumes, três restaurantes e lanchonetes – que têm capacidade de fornecer até 1,2 mil refeições por dia –, sete banheiros (inclusive lavabos adaptados para pessoas com deficiência) e dez boxes para venda de passagens. Há também uma variedade de lojas, que incluem vendas de artigos eletrônicos, artesanato e roupas.

O espaço para caixas eletrônicos, que hoje tem um ponto do Banco do Estado do Pará (Banpará), será ampliado, atendendo a uma demanda apontada pelos próprios usuários. E a venda de passagens ganhará, em breve, uma nova plataforma. “Estamos trabalhando para lançar a venda de bilhetes on-line. Em breve este serviço estará disponível. O usuário terá a opção de comprar a passagem pela internet, usando cartão de débito ou crédito”, antecipa o gerente geral do terminal, Adriano Trindade, informando que o usuário também dispõe de conexão wi-fi gratuita, pela rede Navegapará.

Segurança - A fiscalização das viagens que saem do terminal é constante. Cada embarque é acompanhado de perto por fiscais dos órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) – que fiscalizam as viagens interestaduais, para Manaus e Macapá (AP) – e da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon), responsáveis pelas viagens intermunicipais. São avaliados, entre outros, itens de segurança das embarcações, como lotação máxima, coletes salva-vidas e licenças de operação.

O terminal também dispõe de salas de atendimento especializado, do Juizado de Menores – para controlar o embarque de menores de idade –, Pro Paz e Companhia Independente de Policiamento Turístico (Ciptur), da Polícia Militar. Além da empresa contratada para fazer a segurança patrimonial, o circuito fechado de televisão (CFTV), com 32 câmeras, monitora o espaço. Em breve, começa a funcionar o novo sistema de detector de metais, garantindo ainda mais tranquilidade ao passageiro que embarcar. Além disso, como nos aeroportos, as viagens são anunciadas por avisos sonoros à medida que se aproximam.

Com a proximidade do mês das férias escolares e a chegada do verão, quando o volume de passageiros chega a dobrar, o Terminal Hidroviário se prepara para receber a grande demanda. Há um padrão de movimento semanal em períodos de férias, com elevada movimentação nos fins de semana. O destino mais procurado, de longe, é o porto de Camará, em Salvaterra, na Ilha do Marajó, que responde por 73% das viagens que saem do terminal. Em seguida vêm Macapá (16%), Manaus (6%) e Soure (4%).

Em três anos e com a perspectiva de gerar mais demanda de viagens – o governo estuda a possibilidade de autorizar novas empresas para explorar mais destinos a partir do porto de Belém –, o Terminal Hidroviário se firma como equipamento público de qualidade que hoje é referência no Estado e no Brasil. O jornal “A Crítica”, o principal de Manaus, elogiou a estrutura em reportagem especial logo após a inauguração. “Trabalhamos para ter o máximo de organização e segurança. O objetivo final é oferecer serviço com conforto e segurança ao nosso passageiro”, conclui Adriano Trindade.

Serviço:

Horário de funcionamento do Terminal Hidoviário Luiz Rebelo Neto:
5h às 19h, todos os dias

Horários das viagens (embarques):
6h30, 7h, 9h, 11h, 13h, 14h e 14h30
15h, em alguns dias da semana, para Macapá. Disponibilidade sob consulta
19h, toda quarta-feira, para Manaus

Preços das passagens:

Marajó: valores vão de R$ 23,64 a R$ 50
Macapá:de R$ 150 a R$ 700
Manaus: R$ 400 a R$ 1,2 mil
Demais valores devem ser consultados diretamente com as empresas

Companhias que operam no terminal:

AR Transporte; Banav; Arapari; Enasal; Navegação Luan; JB Freitas; Tapajós; Master Motors
Endereço: O Terminal Hidroviário fica na Avenida Marechal Hermes, 901, Umarizal. Telefone: (91) 98895-6563. 

 

Texto de Luiz Carlos Santos - Agência Pará de Notícias/ Secom

Fotos: Rodolfo Oliveira - Agência Pará de Notícias/ Secom